FELIZ
NATAL! E que boas recordações abram teu sorriso...
Ao
comemorarmos o dia do nascimento do Menino Jesus, desejamos Feliz Natal para
todos, e que esteja presente, no semblante de cada um, a expressão de alegria,
tal qual era a marca registrada do sorriso constante de um garoto simãodiense
que vendia pipoca nos velhos tempos, o que lhe valeu um merecido apelido: “SORRINDO”.

Beto Déda com o uniforme de Papai Noel
Então, desejo que a alegria de “Sorrindo” não falte no seu rosto, especialmente dos conterrâneos dos velhos tempos, para quem apresento, como estímulo, as lembranças gratas dos dias de festas natalinas na Avenida Coronel Loyola, em Simão Dias.
Deste modo, repetindo como faço todos os anos, aqui relembro como comemorávamos o dia 24 de dezembro na citada avenida, conhecida como a antiga "Rua da Feira" de nossa terra:
a) Na avenida, dois bazares (cercadinhos expondo brinquedos e quinquilharias que seriam rifados) se destacavam: um, de Seu Cícero Guerra, e outro, das irmãs Lélia & Inês Carvalho. No cercadinho de Seu Cícero estavam as garotas Elza e Alaíde vendendo bilhetes, que seriam sorteados em uma roleta ornada com um boneco parecendo um Papai Noel anão. No Bazar de Lélia e Inês, o sorteio era realizado com a ajuda de um coelho que era solto depois da venda dos bilhetes e procurava abrigo em uma das casinhas numeradas no meio do bazar.
b) Para a alegria da garotada, lá estavam o carrossel, que chamávamos de “cavalinhos” de Seu Messias; os barcos (tipo de balanço em forma de barco) de Seu Polito; a “onda” e o grande balanço de Seu Raimundo. A meninada gritava pra valer de alegria;
c) Também tinha a hora de degustar a delícia das guloseimas: o saboroso pratinho de “arroz de galinha”; os confeitos de castanha, envoltos em papéis coloridos na forma de mini sombrinhas e barcos; as amorosas de Zé Pretinho e do Mudo do Areal. Ainda hoje nos faz salivar;
d) Para os adultos, estavam expostas as roletas enfeitadas de Seu Bia e Pedro Mendes; as mesas de "barrufo", e os jogos de dados e de baralho. Da "sabedoria" de muitos apreciadores de jogos, o pessoal costumava fazer piadas incríveis;
e) Inesquecível mesmo era: o odor dos fifós acessos com carbureto e, também, o cheiro das maçãs-do-amor; e tudo era misturado com o som das sanfonas e pandeiros que ficavam longe e perto, seguindo o vento e o rodar da "onda" e dos "cavalinhos".
Tudo isso nos provoca a alegre saudade de um Natal de criança.
Naqueles dias, na rua da feira, os conterrâneos se divertiam e interagiam até o amanhecer, com um único intervalo: à meia-noite a multidão se dirigia à Igreja Matriz para participar da Missa do Galo. Mas depois, a diversão na avenida prosseguia até o raiar do sol.
Estas são lembranças inesquecíveis do dia de Natal na minha cidade, quando éramos garotos, ali a simplicidade era o comum, não tínhamos televisão, computador e nem celular e a comunicação e o sorriso eram coisas normais, que estreitavam os laços de amizades.
É desse modo que me alegro ao comemorar o Natal e, pensando nos amigos e amigas da época, transmito essas lembranças para que revivam alegremente aquele tempo.
Vale
lembrar e alegrar, copiando o semblante do amigo conterrâneo, vendedor de
pipocas que sorria o tempo todo.
Feliz
Natal caros amigos e, especialmente, aquele abraço para o velho simãodiense apelidado de “Sorrindo”.
Aracaju,
24|12|2025
Beto
Déda













