Um
ilustre conterrâneo nos deixou e passou a conviver com nossos saudosos
familiares na paz celestial.
No decorrer deste mês que se encerra,
dia 13, vítima de um acidente de trânsito, o querido parente Antônio Gonçalves
Filho viajou para a paz celestial. Ele era um simãodiense que vivia e
trabalhava em Aracaju, reconhecido como talentoso artesão. Inteligente,
criativo, chistoso, esbanjava alegria e sabia cativar amizades.
Ele nasceu em 11 de janeiro de 1951, em
Simão Dias. Era filho do casal Antônio Gonçalves, conhecido como Tonho
de Quincas, e Lindonor Déda, conhecida como Nô Déda. Cursou
o Grupo Escolar Fausto Cardoso e concluiu o curso ginasial no antigo Ginásio
Industrial, o atual Ginásio Milton Dortas. Tive a honra de ser seu professor, lá pelos
anos 1960. Naquela época já notava sua inteligência, seu interesse pelas artes
e o dom do riso fácil.
Tínhamos uma interessante união
familiar: a mãe dele, era minha prima; o pai dele era primo de minha
esposa.
Ele costumava expor seu artesanato nos
Shoppings. Quando o encontrava por lá, a conversa durava, vivíamos momentos
de alegria, repassando lembranças. O seu ponto preferido era o Restaurante
Mangará, aqui em Aracaju.
Foi com sua arte a decoração de parte do referido Restaurante que, reconhecendo seu talento, prestou-lhe uma bonita homenagem em vídeo entrevista, no Dia da Sergipanidade. E, em 14 do corrente, postou em sua página no Facebook:
"Hoje o Mangará permanece em silêncio. Em respeito e em memória de Seu Antônio Deda, nosso querido Antônio Candeeiro, não abriremos as portas neste dia.
"Artesão de mãos sábias e coração generoso, ele ajudou a fazer o Mangará brilhar, transformando matéria em significado, detalhe em memória, presença em identidade. Em cada peça, deixou seu olhar, seu cuidado e sua delicadeza — marcas que permanecerão vivas em nossa casa e em nossa história."
Sua arte também está
representada nos bonecos que decoram a frente do Museu da Gente Sergipana.
Toinho de Nô, como
era conhecido entre os familiares, cultivou com inteligência a arte de seus
encentrais, especialmente de minha tia Ester Déda, sua avó materna.
Ao ilustre familiar e conterrâneo fica
aqui registrado que ele continua imortal no imaginário cofre de meu
coração.
Que os nossos ancestrais o recebam na
paz celestial e, com a alegria e risos que lhes eram peculiares, ele repasse as notícias dos
que aqui ficaram, aguardando participarem de futuro encontro.
Aracaju,
28 de fevereiro 2026
Beto
Déda















