sábado, 28 de fevereiro de 2026

 

Um ilustre conterrâneo nos deixou e passou a conviver com nossos saudosos familiares na paz celestial.

No decorrer deste mês que se encerra, dia 13, vítima de um acidente de trânsito, o querido parente Antônio Gonçalves Filho viajou para a paz celestial. Ele era um simãodiense que vivia e trabalhava em Aracaju, reconhecido como talentoso artesão. Inteligente, criativo, chistoso, esbanjava alegria e sabia cativar amizades.

Ele nasceu em 11 de janeiro de 1951, em Simão Dias. Era filho do casal Antônio Gonçalves, conhecido como Tonho de Quincas, e Lindonor Déda, conhecida como Nô Déda.  Cursou o Grupo Escolar Fausto Cardoso e concluiu o curso ginasial no antigo Ginásio Industrial, o atual Ginásio Milton Dortas.  Tive a honra de ser seu professor, lá pelos anos 1960. Naquela época já notava sua inteligência, seu interesse pelas artes e o dom do riso fácil.

Tínhamos uma interessante união familiar: a mãe dele, era minha prima; o pai dele era primo de minha esposa.  

Ele costumava expor seu artesanato nos Shoppings. Quando o encontrava por lá, a conversa durava, vivíamos momentos de alegria, repassando lembranças. O seu ponto preferido era o Restaurante Mangará, aqui em Aracaju.

Foi com sua arte a decoração de parte do referido Restaurante que, reconhecendo seu talento, prestou-lhe uma bonita homenagem em vídeo entrevista, no Dia da Sergipanidade. E, em 14 do corrente, postou em sua página no Facebook:

"Hoje o Mangará permanece em silêncio. Em respeito e em memória de Seu Antônio Deda, nosso querido Antônio Candeeiro, não abriremos as portas neste dia.


"Artesão de mãos sábias e coração generoso, ele ajudou a fazer o Mangará brilhar, transformando matéria em significado, detalhe em memória, presença em identidade. Em cada peça, deixou seu olhar, seu cuidado e sua delicadeza — marcas que permanecerão vivas em nossa casa e em nossa história."

Sua arte também está representada nos bonecos que decoram a frente do Museu da Gente Sergipana.

Toinho de Nô, como era conhecido entre os familiares, cultivou com inteligência a arte de seus encentrais, especialmente de minha tia Ester Déda, sua avó materna.

Ao ilustre familiar e conterrâneo fica aqui registrado que ele continua imortal no imaginário cofre de meu coração. 

Que os nossos ancestrais o recebam na paz celestial e, com a alegria e risos que lhes eram peculiares, ele repasse as notícias dos que aqui ficaram, aguardando participarem de futuro encontro.


Aracaju, 28 de fevereiro 2026

Beto Déda