quinta-feira, 17 de agosto de 2023

 

O primo Heraldo Déda nos deixou…


No dia 14 deste mês, nossa família sentiu novamente a dor da saudade: o querido primo Heraldo Déda passou para o outro plano da vida. Deixou para os que conviveram com ele um montão de boas recordações.

Na sexta-feira, dia 11, ele sofreu um AVC, foi hospitalizado, mas não resistiu. Sua despedida ocorreu na segunda-feira, um dia após a data dedicada aos pais.

Heraldo tinha 81 anos, era mais novo do que eu, diferença pouca: apenas um ano. Nossa amizade era grande, desde o tempo de criança.

Quando éramos garotos, em Simão Dias, estudamos no Grupo Escolar Fausto Cardoso, brincamos de bola de gude, peteca, jogamos castanhas nos buracos de bica das casa de platibandas; e, no Aloque – onde funcionava o curtume Sidon de tio Paulo - saboreávamos caldo de cana produzido ali mesmo, em um pequeno engenho movido por um jegue. O melhor mesmo era pescar lambaris e aratanhas no riacho Caiçá, que passava por trás da casa sede do Aloque.

Ainda muito novo, em companhia de seus pais, Heraldo veio morar em Aracaju. Nos encontramos aqui, no Ginásio Jackson de Figueredo, em 1957, ele cursando um ano letivo na minha frente. Concluiu o Ginásio em 1959. Naquela época, passávamos as férias em Simão Dias, e participávamos dos eventos da cidade.


Todos os anos, na festa de Santana, padroeira de nossa terra, era costume o encontro familiar. Sempre os primos se reuniam no bar do Abrigo, na Praça Matriz, e alegria era estampada no rosto de cada um. Com seu passamento, Heraldo será recebido pelos queridos parentes que já partiram para outro plano, especialmente pelos sempre lembrados primos que se reuniam nas datas festivas da terra berço: Zé Carlos de tio Sininho, Marcelo de Zilda e Washington de Lindonor.

Beto e Heraldo em Simão Dias=1958


Heraldo trabalhou como executivo em várias empresas e, com sua formatura em Direito, dirigiu também com sucesso seu escritório de advocacia. Certa vez, fazendo uma visita ao seu escritório, informei-lhe que pretendia fazer um curso de licenciatura para ser professor. Ao me ouvir,  dissuadiu-me daquela ideia e despertou-me o estímulo para o estudo de Direito, fazendo-me lembrar do que me orientava meu pai nos velhos tempos. Não desperdicei aqueles conselhos.


Heraldo Déda - Foto de seu site no Facebook


O querido primo e amigo Heraldo nos deixou, mas tornou-se imortal em nossas lembranças.

Que o bom Deus o receba no reino celestial e que conforte seus queridos filhos e netos.

Aracaju, 17-08-2023

Beto Déda

terça-feira, 18 de julho de 2023

QUEM SABE (Tão longe, de mim distante...)


 

Uma canção inesquecível

 

A minha inquieta memória vagueia no tempo... e hoje relembro, com muita saudade, uma canção que era muito apreciada nos velhos tempos, cujo título é: “QUEM SABE” (Tão longe, de mim distante...).

 

Trata-se de uma música composta por Carlos Gomes em parceria com o sergipano Bittencourt Sampaio. Esse ilustre sergipano foi advogado, poeta e espírita, destacando-se como médium de cura e perseverante divulgador da doutrina.

 

E para não esquecer, repasso para os parentes e amigos essa emocionante canção, interpretada por Francisco Petrônio e Dilermando Reis (divulgada pelo site “ limiarespirita” e disponível no YouTube).

 

Aracaju, 18/07/2023

Beto Déda

terça-feira, 4 de julho de 2023

 

O Lançamento do Livro da Historiadora Amanda Santos.

 

No próximo dia 21 do corrente, às 19 horas, a historiadora Amanda de Oliveira Santos estará lançando seu livroENTRE TRAÇOS E CONTEXTOS - As charges de Carvalho Déda no jornal A Semana (1959-1968)”. O lançamento ocorrerá no Centro de Memória Digital de Simão Dias.

Amanda Santos é uma inteligente garota de Simão Dias que estudou no Colégio Milton Dortas, fez o curso de graduação na UniAGIS, em Paripiranga e, com sucesso, foi diplomada como Mestra em História pela Universidade Federal de Sergipe. Atualmente cursa o Doutorado na Universidade Federal da Bahia. Na verdade, Amanda tem uma força de vontade exemplar: enfrentando com altivez as dificuldades de garota do interior, trabalhando para custear seu objetivo principal: a instrução.  É uma verdadeira guerreira: trabalha, estuda, pesquisa, realiza entrevistas, faz palestras, escreve artigos e agora vai lançar seu livro. Costumo dizer que ela é uma garota nota dez, com louvor.



No próximo dia 21, farei o possível para comparecer ao lançamento do livro e, especialmente, para parabenizar e abraçar a querida historiadora.

Aracaju, 04/07/2023

Beto Déda

terça-feira, 27 de junho de 2023

 

O incêndio do abrigo da praça da matriz de Simão Dias.

 

Com certo atraso, tomei conhecimento que, no dia 16 do mês em curso, ocorreu um perigoso incêndio na lanchonete “Picapau Lanches”, situada na Praça Barão de Santa Rosa, em Simão Dias.

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O abrigo em chamas -16-06-2023(foto das redes sociais)


O imóvel onde funcionava a lanchonete incendiada foi construído em 1950, quando era prefeito o ilustre simãodiense Dr. Celso Carvalho.

O pequeno prédio foi construído para abrigar os passageiros das marinetes (ônibus) em viagens a cidades circunvizinhas e, principalmente, com destino a Aracaju. Daí, então, aquele imóvel passou a ser chamado de ABRIGO. Na parte interna do pequeno prédio funcionava uma lanchonete, onde se comercializava cafezinho e lanches.

O primeiro locatário do Abrigo foi o Sr. Zezé de Chico Cabeça. Ele morava na Rua dos Ribeiros, vizinho à casa de meus pais. Lembro-me que o Sr. Zezé, além de comerciante, era um meticuloso marceneiro, mestre artesão. Certa vez, aproveitado as horas de folgas na lanchonete, passou a construir um mini caminhão de madeira para seu filho Mário Sérgio.  Dizia ele que, ao realizar aquele brinquedo, se inspirava no caminhão “Luxinho”, que pertencia ao Seu Joaquim Sotero e que também residia na Rua dos Ribeiros. Eu e a garotada do Grupo Escolar Fausto Cardoso ficávamos em frente à janela/balcão do Abrigo, admirando Seu Zezé concluir o trabalho; e ele sorridente mostrava a perfeição dos faróis do caminhãozinho. 

O fato é que, pela lei dos apelidos de cidade, o Seu Zezé de Chico Cabeça passou a ser conhecido como Zezé do Abrigo.

Anos depois, o locatário do Abrigo foi o Seu Juca Cotó, que antes era conhecido como Juca de João Padre. A troca de alcunha aconteceu porque o Seu Juca foi vítima de um grave acidente: em uma noite junina, uma bomba de breu estourou em sua mão e ele perdeu uma parte do braço. Daí em diante seu apelido mudou para Juca Cotó ou Juca do Bracinho. Quando passou a comerciar no Abrigo, seu nome sofreu nova alteração e passou a ser conhecido como Juca do Abrigo.

Com o passar dos tempos, a lanchonete passou a ser dirigida pelo jovem Aloísio, conhecido na cidade como Lulu de Seu Zé Aleijado. Lulu era um bom moço e sabia lidar com as pessoas. Recordo-me, agora, de uma façanha inesquecível do Lulu. Na eleição de 1962, ele fez uma promessa a Nossa Senhora Santana: se seu candidato fosse eleito ele faria o percurso Simão Dias-Aracaju caminhando, ou seja, andaria a pé, gastando a sola das alpercatas, desde o Abrigo da Praça Matriz, em Simão Dias, até a Catedral na Praça Olímpio Campos, em Aracaju. Dito e feito: cumpriu o que prometera e passou a ser chamado de Lulu Pagador de Promessa. Assim, se tornou um personagem em charge do jornal A Semana.  Pouco tempo depois, com o sucesso de seu trabalho na lanchonete, passou a ser chamada popularmente como Lulu do Abrigo.

Lulu Pagador de Promessas (Charge do jornal A SEMANA, edição de 03-11-1962) 


No Abrigo da Praça, sob a administração de Lulu, o local passou a ser o ponto de encontro da juventude de minha terra. Era lanchonete e bar, dispondo de mesas com sombrinhas que chegavam próximas aos canteiros da praça. Lembro-me, agora, de um fato que aconteceu ali, na segunda metade dos anos 70, e que envolveu meu sogro, conhecido na cidade como Seu Antônio Bebém ou Antônio de Silva. Conto aqui a estrepolia da rapaziada:

Em uma noite de luar, alguns jovens se reuniram para farrear no Abrigo. Depois de algumas cervejas, constataram que faltou tira-gosto na cozinha do Lulu.  A rapaziada então planejou caçar alguma galinha na redondeza para fazer um guisado. Um jovem curioso informou que ali perto, na casa de seu Antônio de Silva, estavam cevando um capão para fazer o almoço para Beto Déda, que vinha passar as férias na cidade (naquela época eu trabalhava no BNB e residia na cidade baiana de Jequié). Com tal informação, três deles se encarregaram de visitar o quintal da casa de meu sogro e lá surrupiaram o gordo galináceo, que foi saboreado com a pimenta malagueta do Lulu e regada com geladíssima cerveja. Dei boas gargalhas quando meu sogro me contou esse caso e ele, para não perder o embalo, também sorriu, embora cobrisse disfarçadamente a boca com a mão, tentando esconder o sorriso.

Foto do Abrigo -1969 (Acervo Beto Déda)


Com a voraz rapidez do passar dos anos, foi construída uma estação rodoviária na cidade e o antigo Abrigo deixou de proteger os viajantes, passando a funcionar como lanchonete/bar popular, com o novo nome: “Picapau”.  Desconheço se essa denominação foi acrescentada aos nomes dos subsequentes locatários.

Pena que o velho prédio tenha incendiado. Ele fazia parte de um pouquinho de nossa mini-história, foi construído há mais de 73 anos e muitos simãodienses passaram horas agradáveis naquele local.

Lamentamos, muito mesmo, o triste incêndio, e fazemos votos de que o antigo abrigo volte a funcionar.

Aracaju, 27/06/2023

BETO DÉDA

terça-feira, 16 de maio de 2023


As burcas, o jogo de bolinhas de gude e a criatividade nas brincadeiras de antigamente.

 

Nesta semana, minhas lembranças se voltaram mais uma vez para o tempo de criança, quando eu brincava na Praça de São João, em Simão Dias.

E o gatilho de minha memória foi acionado quando ouvi, em um documentário que passava na televisão, a palavra “BURCA”, que é uma veste feminina usada pelas mulheres mulçumanas em alguns países islâmicos.

Burca afegã (Google)


Em minha cidade, entre a meninada do meu tempo, a palavra “BURCA” tinha outro significado. Explico: nos jogos de bola de gude, ou bola de vidro, a “BURCA” era uma covinha que se fazia no chão, girando o calcanhar. 

O jogo era demarcado em um retângulo e no centro, em linha reta, ficavam 3 burcas (covinhas), cavadas com o calcanhar, a uma distância de um passo largo de uma para outra.

Demarcação do jogo de bola de gude, em Simão Dias (Foto e anotações de Beto Déda)

 

 O jogo de bola de gude, também conhecido como “marraide”, consistia em colocar cada bolinha nas três burcas, ida e volta. E no decorrer do jogo, à medida que o jogador progredia, cada cova tinha nome próprio: primeirasegunda, terceira, segundo papas e papones. Quando se atingia papones, aí o jogador que “tecasse” a bola do adversário, passaria a ser dono da bola, ou seja, “matava” o adversário, tirando-o do jogo e se apropriando da bolinha de gude. 

O jogo começava com os jogadores lançando a bola em direção à convinha que ficava no extremo da fileira. O jogador que atirasse a bola mais próximo da cova era quem iniciava o jogo e tentava colocar a bola na primeira burca; se conseguisse, poderia prosseguir tentando atingir a segunda, a terceira e assim por diante. Para se aproximar da burca, poderia optar por tecar a bola do adversário, mas perderia a vez quando, com o toque, as bolinhas não ficassem separadas por uma distância mínima de 3 palmos. 

A linha formando o retângulo, que circunscrevia as três covinhas, limitava o local que as bolas de gude poderiam ser roladas. Se ultrapasse a linha, o jogador perdia o jogo. Mas tinha uma ressalva: quando se atingia o “papones”, o jogador poderia tentar mais uma vez colocar a bola na covinha do meio, chamada de “recolhido”. Se conseguisse, ele teria  licença para ultrapassar as linhas do retângulo. Bons jogadores sempre atingiam a posição “recolhido” e podiam travar longa disputa em locais fora dos limites das burcas. 

A garotada que morava na Praça de São João e vizinhança se divertia jogando bola de gude e de muitas outras competições. Agora mesmo, lembro de muitos companheiros de brincadeiras. Lá estavam, uns com maior frequência que outros: eu, meu irmão Carlos Eugênio,  Hamilton de Chico Ferreira, Júlio de Seu Pierre, Hélio de Seu Otávio Muganga, Simão de Seu Antônio Gomes, Manuel de dona Tude, Cabral de Polito, Luciano de Seu Terto,  Serafim (o mais alto de todos, apelidado de espanador da Lua), Tonho e João de Seu Manequinha, Miraldo de dona Zifinha, Binho de Zé Neves, Lero de dona Lauzina, Cícero(cadê o avião?),  Zelito da Ponta da Asa, João de Mané Zabé, Pneu da Carne do Sol, Dalmo de Cipriano, Sorrindo da Pipoca, Zé do Bolo, Rubens de João Cândido, Adelmo e Messias de Seu João Fontes,  e os primos Wellington de tia Vina, Heraldo de tio Paulo e Armando de tio João Déda. Além de muitos outros que frequentavam aquela praça, mas que no momento escapam de minha memória.

Naquele tempo, a criatividade na procura de diversão se expandia na cabeça de cada um de nós: se jogava peladas com bolas de meia ou de borracha, de bexiga de boi ou uma pelota velha, que tinha um rasgo que escondia um comprido pito; as penas de galinha serviam para fazer petecas; rolar um aro de pneu com um arame como guia, era como se dirigisse um possante carro; as castanhas de caju eram usadas em disputa para acertá-las nos canos de escoamento de água dos platibandas das casas; as capas dos  maços de cigarro e as estampas do sabonete Eucalol  eram negociadas e serviam para as apostas em diversas competições; uma tanajura enfiada num palito se transformava em um helicóptero; com a argila do Tanque Novo se fazia balas para os badogues (estilingues), e também serviam de modelo para fazer máscaras (caretas) que eram usadas no carnaval;  gravetos de mulungu, taboca e palitos de palha de coqueiros se transformavam em gaiolas e armadilhas  para pegar pássaros e mocós. As tábuas do caixão de sabão pintado eram disputadas para se fazer pequenos caminhões e revólveres para se brincar de caubói. Também fazíamos cinema - usando caixotes, uma lâmpada com água e uma vela - para transmitir os quadros de celulose, descartados dos filmes e que nos eram dados pelo pessoal encarregado dos projetores dos cinemas Ipiranga e Brasil. 

De igual modo, não posso esquecer que, também com tábuas de caixotes de sabão, fazíamos pequenas mesas de sinuca, cobertas com pano verde, tabelas sobrepostas com pedaços de borracha de câmara de ar, tacos feitos de cabos de vassouras e as bolinhas de gude, coloridas, compradas no Armarinho de Lélia e Inês Carvalho.

O certo é que eram inúmeras as formas de brincar e não faltavam ideias bacanas.  

Não tínhamos a modernidade e o progresso de hoje, não contávamos com televisão, internet ou celular, mesmo assim -   entre nós - ampliava-se a criatividade!

Estas simples lembranças estão em um pequeno baú, guardado na mente de quem está prestes a completar oitenta e duas primaveras. Esta caixinha de recordações foi reaberta ao ouvirmos a palavra que, alhures, tem o significado de uma roupa que esconde a beleza da mulher afegã.  

E para concluir, transmito meu abraço para os companheiros das brincadeiras dos bons e saudosos tempos de criança. 

 

Aracaju, 16/05/2023

Beto Déda




segunda-feira, 1 de maio de 2023

 

O novo livro que o historiador Ibarê Dantas lançará é sobre Marcelo Déda.

 

No próximo dia 09 do mês em curso, às 17:00 horas, no Museu da Gente Sergipana, o historiador, pesquisador e professor Ibarê Dantas lançará o livro “Marcelo Déda na construção da Democracia”.

 

O Marcelo era um admirador do Prof. Ibarê. Lembro-me, agora, que em tardes de domingo, no sítio Lago Dourado – em alegres conversas com meu saudoso sobrinho sobre fatos históricos da política sergipana – ele se referia ao Professor Ibarê com muita admiração e respeito. Ao ouvir os comentários do Marcelo, passei também a ler e apreciar os livros do ilustre historiador.

Ficamos alegres quando soubemos que o Prof. Ibarê estava fazendo a biografia do querido e saudoso sobrinho.

Na próxima terça-feira, dia 09, estarei presente ao grande acontecimento e retransmito o convite para todos os familiares e amigos.  

Acompanhem o tio Beto! 



Aracaju, 1º de maio de 2023.

Beto Déda

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023



Minha querida e saudosa irmã Maura...

 

 

No dia 18 de fevereiro, sentimos a dor da saudade, quando soubemos que a querida irmã Maura passou para a vida eterna.

Na missa de sétimo dia, os filhos distribuíram santinhos de luto, com foto da homenageada e transcrevendo textos da Bíblia e de Santo Agostinho.

Em um deles mostrava a foto de Maura sorridente, com uma anotação maravilhosa, que traduz realmente o que foi a querida irmã. Dizia o texto: Maura, sinônimo de Amor.

Santinho em homenagem a Maura Déda, distribuído na Missa de sétimo dia





Santinho distribuído na Missa de sétimo dia.




Tanto na vida real como nas fotos, ela se parecia muito com nossa inesquecível mãe. E essa lembrança é muita grata porque, para mim, Maura foi, além de irmã, uma segunda mãe. Vivi em sua casa nos anos de minha adolescência, e ela cuidou de mim do mesmo modo que cuidava dos seus pequenos filhos. 

Ela tinha uma memória formidável e gostava de conversar sobre fatos passados. Nestes últimos anos, sempre que estávamos juntos, passávamos horas relembrando acontecimentos importantes da família, e ela tinha facilidade de narrar com detalhes, o que evidenciava sua capacidade de reter, na grandeza de sua memória, as minúcias do que presenciou.

Tem absoluta razão o texto do santinho de luto:  Maura esbanjava amor!

E todos que tiveram o privilégio de com ela conviver sabem e confirmam esta verdade.

Agora, só nos resta relembrar da querida irmã – sem tristeza, mas com muita saudade. Vamos sempre recordar sua bondade, seus encantos, sua serenidade e seu grande amor por todos nós

Assim, a querida irmã Maura reviverá em nossos corações.

E que ela seja abençoada pelo Divino Espírito Santo e alegremente recebida na paz do Reino Celeste.

 

Aracaju, 28/02/2023

Beto Déda