quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A NOSSA TURMA QUERIDA


A foto que apresento a seguir é a do meu time.

Yasmin, Edvaldo Nogueira, João Marcelo, Eliane e Luísa Déda

Com alegria, continuo rendendo homenagens a essa turma. Pelo caráter, pela seriedade, pela luta, pela dignidade, pela simpatia de cada um e, também, pelas lembranças saudosas que despertam o bater irregular de meu coração.



Amo essa turma! E continuo firme com todos eles: hoje, no dia 30 de outubro e por todo o futuro.

O abraço – forte, carinhoso e solidário – do tio Beto e da família Déda para Yasmin, Edvaldo, João Marcelo, Eliane, Luísa e também para Marcela e Mateus (que não aparecem na foto).  

Continuamos juntos, unidos e com o mesmo pensamento positivo daquele que sempre nos liderou.


Aracaju, 19/10/2016

BETO DÉDA

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O TEATRO EM SIMÃO DIAS

Indagou-me uma conterrânea, estudante de história, se eu tinha alguma informação sobre o teatro e cinema em Simão Dias. Remexi os velhos arquivos e encontrei alguns dados que talvez atenda a jovem patrícia no seu interesse pelos acontecimentos culturais de nossa cidade.

Sobre o teatro, relembrei as conversas de meu pai a respeito das companhias teatrais que passaram por nossa cidade e despertavam um grande interesse de nossa gente, por ser o principal meio de diversão até o advento do cinema.

Os grupos de atores ficavam hospedados na cidade por vários dias, apresentando as diversas peças do seu repertório. Dizia meu pai que a passagem por nossa terra de importantes trupes – que os jornais da época denominavam troupes, no sentido de grupo de artistas e, por extensão, companhia teatral – despertou em nossos jovens o estímulo pela arte de representar. Formaram-se, então, os grupos de artistas amadores.

O auge do nosso teatro amador ocorreu depois que foi fundado um grêmio recreativo na cidade, na primeira década do século XX. Um dos principais objetivos do grêmio era a representação teatral, inclusive com a participação de moças da sociedade.

Dentre os artistas de renome que passaram pela cidade, destacaram-se dois que ali fixaram residência e deram uma formidável contribuição para os jovens amadores: primeiro, o ator espanhol Jayme Rovira e, depois, uma experiente senhora italiana, D. Irene, que antes era bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Estes dois artistas ensinaram os amadores simãodienses, resultando em melhoras consideráveis na técnica de representação. Dizia meu pai que os jovens artistas se esforçavam muito, submetendo-se com entusiasmo a rigorosos ensaios, e as apresentações se sucederam com aplausos e sucesso.

Os artistas amadores de nossa terra se apresentavam em palcos no Mercado Municipal. Depois, foi construindo um palco na Rua do Comércio Velho (atual Rua Cônego Andrade), local que anos depois (no final dos anos 40 até o início dos anos 50) funcionou as Escolas Reunidas Augusto Maynard, que foi dirigida por minha saudosa tia Lucila Macedo Déda.

O jornal A LUTA, edição de 03-11-1918. - 1ª Página
Consultando meus arquivos, encontrei no jornal “A Luta” várias notícias sobre as apresentações teatrais em nossa terra. O jornal “A Luta” foi editado em Simão Dias de 1917 a 1937, dirigido por Emilio Rocha. Na edição de 03-11-1918, A Luta publicou a notícia da inauguração do Teatro Sylvio Romero, construído pelo Cel. Felisberto Prata, na antiga Rua do Espinheiro. O prédio do teatro, anos depois, foi adaptado ao cinema, passando a ser denominado Cine Teatro Sylvio Romero e, posteriormente, teve a denominação mudada para Cine Ipiranga.

Com o advento do cinema e o sucesso na exibição de filmes a partir de 1925, o teatro amador começou a declinar.
No livro sobre a história de Simão Dias meu pai apresenta informações interessantes sobre o teatro em nossa terra (Carvalho Déda - Simão Dias –Fragmentos de sua história – 2ª ed. – Aracaju - Gráfica e Editora J. Andrade – 2008 – pag. 127/130).

Mas a semente lançada não se perdeu de vez. O interesse de nossa gente pelo teatro continuou por vários anos, com apresentações em épocas especiais, estimulando novos artistas.

Um exemplo importante: as peças de teatro infantil dirigidas por D. Carmem Dantas Amaral. Lembro-me que, ainda garoto, assistia a peças infantis no palco das Escolas Reunidas, quando eu era aluno da minha querida irmã Nancy. 

Notícia do jornal A Semana, de 20-02-1960.
As apresentações teatrais se transformavam em estímulos para os garotos dos velhos tempos. Lembro-me, agora, das brincadeiras de teatro que participei na casa de D. Tude, na Rua do Coité, no trecho próximo à Praça de São João, quase vizinho à casa do Seu Terto. Ela era uma senhora imensamente alegre, que tocava banjo e compartilhava as alegrias com seus filhos Manuel e Marilene, meus amigos e colegas do “teatro-mirim”. (Já escrevi sobre uma de minhas apresentações com D. Tude aqui no Facebook).

Em janeiro de 1954 aconteceu uma formidável apresentação de artistas amadores, no festival "Idílio de Verão", realizado  em benefício da Sociedade de Assistência aos Lázaros e divulgado pelo jornal A Semana, em edição de 09.01.54.

Tempos depois, em 1960, os alunos do Ginásio Carvalho Neto, sob a direção do Padre Mario Reis, apresentaram a peça “O Transviado”, no Cine e Teatro Ipiranga, com muito sucesso. Os jovens artistas amadores também se apresentaram na vizinha cidade de Lagarto. (Veja a notícia na seção “Acontecimentos Sociais” do jornal A Semana, edição de 20/02/1960).


O livro sobre o Mestre Harildo Déda
Vale registrar, aqui, que o rescaldo de todos esses encantos do nosso pequeno e simplório teatro resplandeceu em um simãodiense ilustre: HARILDO DÉDA, destacado artista do teatro baiano. 

Não foi à toa que sua formidável atuação como ator, diretor e professor da arte cênica em Salvador foi reconhecida pela Fundação Cultural do Estado da Bahia como um Mestre da Cena, conferindo-lhe, em 2011, uma merecida homenagem com a publicação do livro “Harildo Déda - a matéria dos sonhos”, escrito por Luiz Marfuz & Raimundo Matos de Leão.

Nestes meus ligeiros comentários sobre o teatro em nossa terra, não posso deixar de transmitir aos jovens estudantes de história a alegria que sentimos em notar que da efervescência cultural de nossa querida Simão Dias surgiu o talento de um dos “Mestres da Cena” na vida teatral da Bahia. Fato que orgulha a cultura simãodiense.

Aracaju, 11/10/2016

BETO DÉDA

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Passeando  no  caminhão  “Luxinho”


Minhas peraltices quando era garoto aconteciam de modo especial na Praça de São João ou na antiga Rua dos Ribeiros, em Simão Dias. As casas de meus pais e a de minha avó Olívia ficavam situadas naquela rua, que passou a ser denominada Rua Júlio Manoel de Oliveira.

Ali era o local onde eu, meu irmão Carlos e os nossos primos realizávamos as aventuras e brincadeiras próprias dos garotos dos anos 40/50.

Conhecíamos todos os moradores daqueles logradouros e poucas não foram vezes que fizemos estripulias que resultavam em justas reclamações e, consequentemente, sentíamos em nossas mãos o uso do tamanco de meu pai ou da chinela de minha mãe.

No final da Rua dos Ribeiros ficava a casa de Seu Joaquim Sotero, um senhor baixinho, rosto redondo, simpático, com uma risada estridente e o olho direito ligeiramente fechado. Ele costumava, aos domingos, brincar de dominó e de gamão na casa de meu pai, juntamente com outros seus amigos, entre eles: Dr. Fraga Matos, Antoninho Farofa e Mário Amaral. Eu admirava e respeitava todos eles, e na presença deles me sentia seguro. Eram amigos de meu pai e me transmitiam proteção.

Seu Joaquim era proprietário de um caminhão que ele dava o nome de “Luxinho” e que cuidava com muito zelo. Não é demais acrescentar que o caminhão era alvo de frequentes anedotas, contadas alegremente por ele próprio e por seus amigos.

A diversão da meninada era pongar no caminhão “Luxinho” quando passava vagarosamente, guiado por Seu Joaquim, que segurava o volante tentando desviar os pneus dos buracos da rua, irregularmente calçada com pedras brutas.

Certa manhã eu notei que Seu Joaquim preparava o “Luxinho” para levar algumas mercadorias aos comerciantes em Paripiranga, cidade baiana onde nasceu meu pai, e que dista apenas sete quilômetros de Simão Dias.  Como era cedo acreditei que dava tempo de ir com Seu Joaquim e voltar antes do meio-dia, horário certo do almoço em minha casa. Assim pensando, ponguei na carroceria do Luxinho e fui passear na cidade vizinha.

Acontece que seu Joaquim era cauteloso no uso da velocidade do caminhão, ou seja, costumava andar vagarosamente, acredito que não passava dos 30 km/hora. Voltamos no começo da tarde, já passada a hora de almoço em minha casa. Não tive desculpas a oferecer pelo atraso e recebi merecidos bolos, sentindo o ardor do liso tamanco de meu pai e a advertência: para aprender a não me atrasar na hora da refeição e deixar de pongar na carroceria do Luxinho.

Tempos depois, já no final dos anos 80, em uma ensolarada manhã de domingo, revivi boas lembranças conversando com Seu Joaquim, em frente à sua casa, no mesmo local, na Rua dos Ribeiros.

Foi nessa conversa que ele me contou o mal-estar que sofreu quando, pela primeira, resolveu fumar. Em um mesmo dia fumou três carteiras de cigarro “Astoria”. A indisposição física que sofreu foi o motivo de sua promessa de nunca mais fumar. Um espontâneo exemplo contra o fumo.



Filmei esse nosso encontro e reproduzo em minha página do Facebook para lembrança dos que viveram aqueles felizes anos.
 Seu Joaquim Sotero

E faço isto prestando minhas homenagens ao saudoso conterrâneo.

Aracaju, 06/10/2016
BETO DÉDA


sexta-feira, 30 de setembro de 2016


A fazenda Vuku e o Fado Português.


Há poucos dias narrei para os amigos a história “penosa” que meu tio Paulo fala da compra da Fazenda Vuku, situada na divisa entre Simão Dias e Paripiranga.

Na tal história meu tio evidenciou o problema da junção de vocábulos em nossa língua, gramaticalmente conhecidos como CACOFONIA, ou seja, sons ridículos formados muitas vezes pela combinação do final de uma palavra com o início da seguinte.

Esta semana o meu amigo e colega Dr. Julimar Andrade Vieira (aposentado do BNB e advogado) compartilhou uma publicação de um hilário fado, cujo tema é o florido cume de uma serra. Essa canção popular portuguesa demonstra, também, o efeito do cacófato lá pelas terras do além-mar.

Nani Nadais contando o fado corrido "No cume da serra" - disponível no YouTube

Pesquisei na internet e encontrei o site da Academia Recreativa de Ajuda, em Lisboa, fundada em 03-05-1945 e que trata de cultura, recreio e desporto. Foi naquela academia que Nani Nadais cantou o fado corrido que tem o título “No cume da Serra”, divulgado em 09.07.2012.

Compartilhei o vídeo de Nani Nadais do “YouTube”  e recomendo para os amigos, especialmente àqueles que leram a história da compra da fazenda Vuku. É uma excelente forma de descontrair antes da eleição.

Ouçam e vejam a seriedade do Nani Nadais cantando. Difícil é deixar de admirar e rir.

Aracaju, 30/09/2016

BETO DÉDA

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Meu coração é vermelho. Vermelho é meu coração.


Hoje repito meu grito sonoro, reafirmando e relembrando velhos tempos, alegres dias, quando vivíamos sem medo de ser feliz. E faço isto, cantando e fazendo coro com Fafá de Belém:: “Meu coração é vermelho! Vermelho é meu coração!”

Também é vermelha a cor que pintei a bandeira que guarnece meu chão e na qual desenhei um “M” bem grande.

O “M” que desenhei no centro da minha bandeira, que representa meu coração, corresponde à primeira letra do nome de pessoas que tenho um imenso amor e presto minha homenagem:

O estandarte que guarnece meu chão.
Miguel, MarinaMateus, Marcelo, Marcela, Maura, Maria, Manuel, Mônica, Malu, Marcos, Marta,  e Memória, esta última representando todos os meus amores cujos nomes não começam com a  letra “M”, mas que também ocupam  imenso espaço no meu coração vermelho.

A cor do meu estandarte e do meu coração também abriga minha ideologia, meu sentimento político; esse imenso e inquebrantável pensamento que não se esmorece.

Tanto é assim que hoje me dediquei a ouvir mais uma vez o ritmo de Fafá de Belém e, no banheiro, soltei minha voz:

- Meu coração é Vermelho. Vermelho é meu coração...

Aracaju, 21/09/2016

BETO DÉDA

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

UM FATO REPROVÁVEL.


Nesta semana os meios de comunicação divulgaram mais um lamentável exemplo de violação às garantias da dignidade da pessoa humana, em ato praticado por aqueles que têm como lema a defesa da Lei: procuradores do Ministério Público Federal que atuam na Operação Lava Jato.

Em apresentação espalhafatosa, os procuradores fizeram uma agressiva exposição para ofender a reputação e a imagem do maior líder nacional de todos os tempos: o ex-presidente Lula.  E o pior é que fizeram acusações ao Lula e sua família sem provas, justificadas com um simples “temos convicção”.  

Ora, ora, paciência não temos e nem devemos ter com tais apresentações midiáticas. Trata-se de um desrespeito inconcebível às garantias fundamentais previstas na legislação vigente, que asseguram a dignidade da pessoa humana e a presunção de inocência.

Charge de Vitor Teixeira - 2016
Power point d' O Cafezinho"
Ninguém está acima da lei, nem Lula nem qualquer outra pessoa, inclusive os procuradores. Mas o que se viu foi um ato – que devia ser formal, processual, seguindo os ritos legais – transformar-se em um ofensivo, ideológico e vergonhoso espetáculo midiático, utilizando lâminas de transparência, o tal do “power point”, como se estivessem expondo aulas para colegiais. O que resultou do uso de tal recurso foi uma crescente ridicularização do ato nas redes sociais. Aliás, a achincalhação das postagens não foi só pelo uso do tal “power point”, mas de modo especial referia-se a justificativa inconcebível do procurador chefe, quando afirmou que "não tinham provas" mas “convicção”. 

Meses atrás, eu lamentava aqui mesmo no facebook a decisão autoritária do juiz que, desrespeitando a legislação penal e nossa Carta Magna, determinou a intimação coercitiva do ex-presidente Lula. Temíamos que a ofensa do juiz aos ditames legais  se tornasse exemplo para outros operadores do direito.

Não tardou a se constatar nossa temeridade. A lição e o péssimo exemplo foram seguidos na mesma “República do Paraná”, lamentavelmente por aqueles que, por dever de ofício, são obrigados a pugnarem pela defesa dos princípios estabelecidos no ordenamento jurídico.

Daí o meu protesto indignado por esse revoltante fato provocado e incentivado pelos que não se conformaram com os votos dos mais de 54 milhões de brasileiros que apoiam Dilma e o ex-presidente Lula.

As falácias dos procuradores não me convencem, nem arrefecem meu pensamento. Continuo acreditando em Lula e nele continuarei votando.

Estarei ao lado dos que acreditam na democracia e no Estado de Direito.

Aracaju, 16/09/2016.
BETO DÉDA


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A história “penosa” da fazenda Vuku.

Meu tio Paulo tinha um repertório imenso de histórias picantes para as quais dava o nome de “penosas”. Recentemente tomei conhecimento de uma que não fazia parte dos meus arquivos. Trata-se da história de um bem sucedido comerciante que pretendia comprar a fazenda denominada Vuku, localizada em Simão Dias, próxima aos limites com a Bahia. Esta “penosa” foi narrada por meu saudoso tio ao seu neto preferido, o primo Hylton Déda, que me repassou.

Peço licença ao Hylton para interpretar e  transmitir este causo para os amigos, e o faço como se estivesse ouvindo de meu tio; vendo-o torcer cuidadosamente o plástico que retirava dos charutos “Cesário”, da fábrica Suerdieck, soltando baforadas e nos enfeitiçando com seu contagiante humor.

 Tio Paulo  narrando para o neto Hylton a história da fazenda "Vuku"
Dizia meu tio que nos tempos das vacas gordas, ou seja, nos tempos de boas safras e bons negócios, conheceu um comerciante conterrâneo, seu xará (de nome Paulo, popularmente conhecido como Palo), que conseguiu juntar algum dinheiro, superando folgadamente o que necessitava para o capital de giro do comércio. Resolveu aplicar tal sobra de recursos na aquisição de uma fazenda. Aos domingos, andava pelo interior à procura de um imóvel rural que atendesse seus interesses como pretenso agropecuarista.

Depois de ocupar-se durante três domingos em busca cuidadosa, finalmente encontrou uma que lhe enchia os olhos. Ao saber o preço, o comerciante percorreu as instalações e os pastos do imóvel, pegou um pouco da terra, cheirou e soltou no ar, exclamando para o vendedor:

– Estou interessado. Mas tenho que combinar com a minha mulher.

Quando retornou a sua casa o comerciante apressou-se em contar para sua esposa que tinha encontrado a fazenda de seus sonhos: boa terra, pastagens verdes, um riacho perene e uma colina com um pomar perto das instalações (curral, casas para vaqueiros e uma bonita casa sede). A mulher compartilhou o entusiasmo do futuro fazendeiro. E antes que ele se dirigisse para o banho restaurador das forças, ela indagou qual era o nome da bendita fazenda. Então ele respondeu emocionado:

– É a fazenda denominada Vuku, próxima dos limites com o município de Coité. Terra de primeira qualidade!

A simpática senhora ficou matutando enquanto o comerciante tomava o refrescante banho. Pouco depois, quando ele surgiu na sala, enrolado em uma toalha, a mulher exclamou, demonstrando preocupação:

  – Meu querido marido, essa propriedade vai nos dar uma dor de cabeça sem limites. Acho que não vamos comprar. Não e não!

E ele, tomando susto com a tristeza da esposa, quase soltando a toalha que encobria as partes pudendas, indagou:

 –  Que aconteceu, minha Florzinha? Qual o problema?

A resposta já estava na ponta da língua:

 – Ora, meu querido, aqui na nossa terra é comum ligarem o nome do dono à fazenda. Note você os nomes dos fazendeiros daqui: Dr. João do “Mercador”, Martinho do “Pau de Leite”, Jonas do “Pau Miúdo”, Joãozinho da “Bruaca”, Pedro do “Pau Grande”, Manoel do “Galho Cortado”, Antônio do “Fundão”, Zequinha do “Pau Preto” etc..

E arrematou:

 – Agora, meu marido, pense quando você comprar a tal fazenda. Aí eu tenho absoluta certeza que vão passar a lhe chamar de “PALO DA-VU-KU...


E o sonho do simpático casal foi desfeito diante do poderoso efeito de uma “penosa” cacofonia.

Aracaju, 12/09/2016


BETO DÉDA